Fotobiomodulação
Estratégia terapêutica complementar para
Reabilitação da Fala e Deglutição

A Fotobiomodulação é um recurso terapêutico não invasivo que utiliza luz de baixa intensidade para estimular processos biológicos relacionados ao funcionamento dos tecidos.
Na Fonoaudiologia, pode ser integrada ao tratamento de alterações da fala e da deglutição, de acordo com as necessidades identificadas na avaliação de cada paciente.
O que é a Fotobiomodulação?
A Fotobiomodulação utiliza luz vermelha ou infravermelha emitida por equipamentos de laser de baixa intensidade ou LED.
Ao alcançar os tecidos, essa luz interage com as células e pode modular diferentes processos biológicos. O objetivo é favorecer condições que auxiliem a resposta dos tecidos aos estímulos e aos exercícios realizados durante a terapia.
Embora algumas terapias com aparelhos sejam associadas ao calor, a Fotobiomodulação é um recurso não térmico. Portanto, seu efeito terapêutico está relacionado à ação da luz sobre os processos celulares, e não ao aquecimento da região.
Na atuação fonoaudiológica, os locais de aplicação e os parâmetros utilizados são definidos conforme a alteração apresentada, os objetivos terapêuticos e a resposta individual do paciente.
Como a Fotobiomodulação pode auxiliar?
Durante o tratamento fonoaudiológico, o paciente recebe diferentes estímulos para perceber, ativar e utilizar adequadamente as estruturas envolvidas na fala e na deglutição.
A Fotobiomodulação pode favorecer a resposta dos tecidos a esses estímulos, criando melhores condições para a realização dos exercícios planejados pelo fonoaudiólogo.
Em alguns casos, pode ser associada aos estímulos táteis, térmicos e gustativos utilizados na terapia da deglutição. Essa combinação pode contribuir para a percepção e a sensibilidade da região trabalhada.
Na terapia da fala, a técnica pode integrar atividades voltadas à musculatura orofacial, à articulação e à coordenação dos movimentos necessários para a comunicação.
Os possíveis efeitos variam conforme a condição clínica, a região tratada, os parâmetros de aplicação e a resposta de cada pessoa.
Em quais situações pode ser utilizada a Fotobiomodulação?
A Fotobiomodulação pode ser utilizada como recurso complementar em situações relacionadas à fala, à deglutição e à sensibilidade das estruturas orofaciais.
Entre as possíveis aplicações estão:
- Dificuldades relacionadas à deglutição: pode ser associada aos exercícios e aos estímulos táteis, térmicos e gustativos para favorecer a resposta dos tecidos e a percepção das regiões trabalhadas;
- Dificuldades motoras da fala: em casos selecionados, pode complementar os exercícios voltados à mobilidade, à coordenação e à funcionalidade da musculatura orofacial;
- Alterações de percepção e sensibilidade: pode ser aplicada com o objetivo de favorecer a percepção sensorial na região trabalhada durante a terapia;
- Hipersalivação: pode integrar o tratamento de alguns pacientes que apresentam dificuldade para administrar a saliva. A indicação e os parâmetros devem ser definidos individualmente, considerando a causa da alteração e as condições clínicas da pessoa.
A hipersalivação ou a dificuldade para controlar a saliva merece atenção, principalmente quando está associada a alterações da deglutição. Em determinados casos, o acúmulo de saliva pode aumentar o risco de entrada desse conteúdo nas vias respiratórias e favorecer complicações pulmonares.
Isso não significa que todas as pessoas com hipersalivação apresentem o mesmo risco ou necessitem do mesmo tratamento. A avaliação fonoaudiológica é fundamental para compreender o que está acontecendo e escolher os recursos mais adequados.
Como funciona a aplicação?
Antes da aplicação, o fonoaudiólogo avalia a região que será trabalhada e define os objetivos terapêuticos.
A luz é aplicada em pontos selecionados, utilizando um equipamento de laser de baixa intensidade ou LED. Dependendo do objetivo e do protocolo escolhido, a aplicação pode ser realizada externamente ou diretamente na região indicada.
O comprimento de onda, a quantidade de energia, o tempo de aplicação e os pontos tratados são definidos individualmente. Esses parâmetros podem variar conforme o tecido, a condição clínica e a resposta esperada.
Durante o procedimento, são adotadas as medidas de biossegurança e proteção necessárias, incluindo o uso de óculos específicos para proteger os olhos. A aplicação costuma ser breve e pode acontecer antes, durante ou depois dos exercícios fonoaudiológicos, conforme o planejamento da sessão.
A frequência e a quantidade de aplicações também são individualizadas. Por isso, não existe um único protocolo adequado para todos os pacientes.
Associação com a terapia fonoaudiológica
A Fotobiomodulação apresenta uma função complementar. Isso significa que ela é associada aos exercícios e às estratégias escolhidas para trabalhar as dificuldades identificadas na avaliação.
Na terapia da deglutição, por exemplo, pode acompanhar exercícios de mobilidade e coordenação, além de estímulos voltados à percepção sensorial e à funcionalidade das estruturas envolvidas.
Quando o objetivo está relacionado à fala, sua aplicação pode ser integrada ao trabalho com a musculatura orofacial e aos exercícios específicos de articulação e coordenação dos movimentos.
A técnica não realiza o exercício pelo paciente. A participação ativa durante as atividades continua sendo essencial para que as habilidades trabalhadas possam ser desenvolvidas e utilizadas nas situações do dia a dia.
O que é importante saber antes do tratamento?
A Fotobiomodulação não substitui a terapia fonoaudiológica. Ela é um recurso complementar que pode ser associado aos exercícios quando houver indicação e um objetivo terapêutico claramente definido.
A técnica também não é recomendada para todos os pacientes ou para todas as alterações de fala e deglutição. Antes de utilizá-la, é necessário avaliar o quadro clínico, o histórico de saúde, a região que será tratada e os possíveis riscos.
Quando indicada, deve ser aplicada por um fonoaudiólogo capacitado, com equipamentos adequados e parâmetros definidos especificamente para cada pessoa.
Somente após a avaliação inicial é possível determinar se a Fotobiomodulação pode fazer parte do tratamento e como será integrada à terapia fonoaudiológica.
Converse sobre as possibilidades terapêuticas
A indicação depende das necessidades e das condições clínicas de cada paciente.
Entre em contato para agendar uma avaliação e saber se esse recurso pode ser integrado ao seu tratamento fonoaudiológico.